
Presidente da República, Jair Bolsonaro (PL)
09/09/2022
Brasília – O presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou pelo segundo mês consecutivo, a redução da inflação no Brasil. A declaração do chefe do Executivo foi durante entrevista na manhã de hoje, em Imperatriz (MA), antes de cumprir agenda em Tocantins.
Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, registrou queda de 0,36% em agosto, após recuo de 0,68% em julho, quando a taxa foi a menor desde o início da pesquisa, em janeiro de 1980. Com isso, a inflação acumula alta de 4,39% no ano e de 8,73% em 12 meses. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Eu acho que somos o único país do mundo que está com esses dados positivos da economia. Vamos ter uma inflação menor do que a dos Estados Unidos, menor que a União Europeia. Os combustíveis estão lá embaixo, energia caindo. Só temos boas notícias para a população”, ressaltou o presidente.
De acordo com os dados divulgados, assim como já havia acontecido em julho, o resultado de agosto foi influenciado principalmente pela queda no grupo dos Transportes (-3,37%), que contribuíram com -0,72 pontos percentuais (p.p.) no índice do mês. Além disso, o grupo Comunicação (-1,10%) também recuou, com impacto de -0,06 p.p. No lado das altas, o destaque foi Saúde e cuidados pessoais (1,31%), que contribuiu com 0,17 p.p. em agosto. Já Alimentação e bebidas (0,24%) desaceleraram em relação a julho (1,30%), com impacto de 0,05 p.p. Os demais grupos ficaram entre o 0,10% de Habitação e o 1,69% de Vestuário, maior variação positiva no IPCA de agosto.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC teve queda de 0,31% em agosto. No mês anterior, o indicador também apresentou deflação (-0,60%). No ano, o INPC acumula alta de 4,65% e, nos últimos 12 meses, de 8,83%, abaixo dos 10,12% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2021, a taxa foi de 0,88%.
Os produtos alimentícios desaceleraram de 1,31% em julho para 0,26% em agosto, enquanto os nãos alimentícios registraram queda menor (de -0,50% em agosto frente ao resultado de -1,21% em julho).
Quanto aos índices regionais, quatro das dezesseis áreas tiveram alta em agosto. A maior variação ficou com Vitória (0,66%), puxada pelo aumento de 11,33% da energia elétrica. A menor variação, por sua vez, foi observada em Belo Horizonte (-1,20%), em função da queda de 13,19% nos preços da gasolina.