
Deputado estadual Rogério Barra (PL-PA) - Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa do Deputado
26/02/2026
Medida ocorre após série de críticas do parlamentar à política federal que havia zerado imposto para o cacau importado e provocado queda histórica no preço pago ao produtor amazônico
Pará – A suspensão da importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim pelo governo federal foi recebida como resultado da pressão política e das denúncias feitas por produtores e parlamentares da região Norte, entre eles, o deputado estadual Rogério Barra (PL-PA), que vinha alertando para os impactos da medida sobre a cadeia produtiva do cacau no Pará.
Nos últimos meses, Barra (PL-PA) denunciou publicamente a decisão do governo Lula de zerar o imposto de importação do cacau estrangeiro, medida que, segundo produtores locais, gerou o colapso do preço pago ao agricultor paraense, que despencou de cerca de R$ 70 para até R$ 13 por arroba em algumas regiões produtoras.
Para o parlamentar, a suspensão anunciada agora confirma que o alerta feito por produtores amazônicos estava correto desde o início.
“Nós denunciamos que o governo estava quebrando o produtor brasileiro para beneficiar o cacau importado. O Pará produz com qualidade, gera emprego e sustenta milhares de famílias. Não fazia sentido abrir o mercado de forma irresponsável enquanto o agricultor local acumulava prejuízos”, afirmou Rogério Barra (PL-PA).
O deputado destacou que o Pará lidera a produção nacional de cacau e que decisões tomadas em Brasília, sem diálogo com quem produz, acabam atingindo diretamente a economia regional.
“A política adotada pelo governo federal ignorou a realidade do campo e favoreceu a entrada de produto estrangeiro em um momento sensível para o setor”, ressaltou.
“O produtor paraense não pode competir com políticas que privilegiam importação enquanto o custo de produção aqui só aumenta. O resultado foi imediato: preço despencando e insegurança”
Apesar de considerar a suspensão da importação uma vitória momentânea, Rogério Barra (PL-PA) afirma que a medida ainda não resolve definitivamente o problema e cobra ações estruturais para garantir estabilidade ao mercado.
“Essa suspensão mostra que a pressão funcionou, mas precisamos de proteção permanente ao produtor brasileiro. O governo não pode tomar decisões que destroem o setor primeiro para depois tentar corrigir o erro”.
O parlamentar defende políticas de incentivo à produção nacional, crédito rural adequado e mecanismos que impeçam novas distorções de mercado provocadas por importações emergenciais.
“O cacau é renda, emprego e desenvolvimento para o interior do Pará. Vamos continuar vigilantes para que o produtor não volte a pagar pela falta de planejamento do governo federal”.