
Amália assegurou estar empenhada na construção de um relacionamento “cordial e respeitoso” com diversos parlamentares de diferentes bancadas (Foto: Divulgação)
26/01/2023
Brasília – Às vésperas da posse da nova legislatura do Congresso Nacional, a mogimiriana Amália Barros, eleita deputada federal pelo Partido Liberal (PL) no estado do Mato Grosso nas eleições do ano passado, revelou, durante conversa exclusiva com A COMARCA, que já está se cercando de todos os preparativos necessários para o exercício das atividades parlamentares que a esperam a partir de 1º de fevereiro.
Amália, de 37 anos, filha do casal Albino e Maria Helena Scudeler de Barros, teve em 2022 uma ascensão meteórica na carreira política, tendo como grande incentivadora ninguém menos do que a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro (PL). Até então, ela tinha como referência na seara política as incursões do pai, da mãe (ex-vereadores e ex-presidentes da Câmara Municipal de Mogi Mirim) e até do irmão, João Manoel, todos referências locais do Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB. Amália, segundo Maria Helena, que acompanhou a entrevista da filha, sempre se manteve equidistante deste processo.
Jornalista por formação, Amália acabou se notabilizando pelo seu ativismo em prol da causa monocular (pessoas que possuem deficiência de visão em um dos olhos), problema enfrentado por ela desde muito cedo e cujas sequelas lhe trazem algum desconforto até os dias de hoje. Sua militância foi decisiva para que o Congresso Nacional aprovasse, em março de 2021, o projeto de Lei que garante aos portadores de visão monocular os mesmos direitos assegurados às pessoas com outros tipos de deficiência.
A rigor, essa passagem é definida pela própria Amália como sua estreia na rotina parlamentar, já que, dentro da estratégia para tramitação e aprovação do referido projeto, dedicou tempo e energia no corpo a corpo com os congressistas para ver aprovado o texto. Mais do que isso, foi seu empenho pela aprovação da lei que chamou a atenção de Michelle Bolsonaro.
A COMARCA quis saber dela também qual cenário espera encontrar no ambiente do Congresso Nacional na nova legislatura que se avizinha. Eleita pelo PL e muito próxima ao bolsonarismo, Amália não doura a pílula quando se refere ao clima o qual imagina que o atual governo encontrará. “Evidentemente que ninguém vai se posicionar contra matérias que sejam do interesse da maioria dos brasileiros, mas o nosso posicionamento será de oposição ao atual governo”, conjecturou.
Revelou ainda que, desde sua eleição, vem estreitando contatos com parlamentares da base bolsonarista, de forma a se posicionar a respeito daquilo que já vem sendo cogitado em termos de estratégias dentro da Casa. Alguns dos “caciques” do Congresso já são velhos conhecidos dos tempos de militância pela aprovação da lei que beneficiou as pessoas monoculares.
Durante a conversa com a equipe de A COMARCA, Amália Barros falou também a respeito de como pretende direcionar emendas parlamentares durante seu mandato. Usou de sinceridade ao afirmar que, mesmo que não houvesse impeditivos regimentais e legais nesse sentido, não iria destinar este tipo de recurso para Mogi Mirim. “Eu me elegi pelo Mato Grosso e irei me desdobrar para atender às expectativas das pessoas que me elegeram”, afirmou.
Ainda assim, disse que imagina formas de auxiliar a cidade natal, recorrendo, por exemplo, aos colegas deputados federais da bancada paulista do PL para que atendam demandas do município.
Assegurou estar empenhada na construção de um relacionamento “cordial e respeitoso” com diversos parlamentares de diferentes bancadas, algo que, segundo sua convicção, é fundamental para um bom desempenho durante o exercício do mandato.
Amália revelou também que decidiu investir a maior parte dos recursos federais aos quais terá acesso para melhorar a questão da infraestrutura do estado que a acolheu, observando, mais uma vez, as dificuldades criadas pelas grandes distâncias que separam as diversas comunidades. “A resolução de outras questões igualmente fundamentais, como saúde e educação, passa necessariamente pela construção de pontes, de rodovias pavimentadas e estradas bem conservadas”, descreveu.
Finalizando, disse que um outro compromisso que pretende cumprir integralmente será o de visitar durante seus períodos de recesso parlamentar todos os 141 municípios mato-grossenses (recebeu votos em todos eles), uma forma, conforme descreveu, de firmar posição no cumprimento de um mandato participativo.