
Deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)é o relator da proposta – Foto: Renato Araújo / Câmara dos Deputados
11/05/2026
Brasília – O deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) relatou proposta aprovada na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados que autoriza agentes da segurança pública a utilizarem créditos de precatórios para quitar ou amortizar financiamentos imobiliários, garantindo mais segurança patrimonial e acesso à moradia própria para a categoria.
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que permite a servidores da segurança pública utilizarem créditos de precatórios para quitar ou reduzir financiamentos imobiliários.
A proposta aprovada prevê que policiais civis, militares, penais, federais, bombeiros, agentes de trânsito e agentes socioeducativos possam ceder seus créditos judiciais ao banco financiador do imóvel.
O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) ao Projeto de Lei 4707/25, de autoria do deputado Sanderson (PL-RS).
Segundo o relator, muitos profissionais da segurança pública aguardam durante anos o pagamento de precatórios decorrentes de ações judiciais de natureza alimentar.
Para Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), permitir o uso desses créditos como instrumento para garantir a moradia representa uma medida justa e sem impacto financeiro adicional para o Estado.
“Muitos desses profissionais são credores do Estado em ações de natureza alimentar e esperam anos pelo pagamento. Permitir que usem esse crédito para garantir a moradia própria é uma solução justa que não traz custos aos cofres públicos”, afirmou o parlamentar.
O texto estabelece mecanismos de proteção financeira aos servidores e regras para evitar prejuízos excessivos na negociação dos precatórios.
Entre os principais pontos da proposta estão:
A proposta também cria uma salvaguarda patrimonial importante para os servidores.
De acordo com o projeto, se o valor do precatório for suficiente para cobrir mais de 50% da dívida do imóvel, o banco não poderá levar o bem a leilão em caso de atraso no pagamento.
Além disso, a taxa de desconto aplicada pela instituição financeira na operação não poderá ser superior aos juros já cobrados no financiamento habitacional.
A medida busca fortalecer a segurança jurídica e oferecer mais estabilidade financeira aos profissionais que atuam diariamente na proteção da população brasileira.
O projeto também é visto como uma forma de valorização dos agentes públicos da segurança, permitindo o aproveitamento de créditos reconhecidos judicialmente em benefício da moradia familiar.
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto precisará ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.