
Senador Sérgio Moro (PL-PR) alerta para crise de fornecimento de energia no Paraná – Foto: Carlos Moura/Agência Senado
05/05/2026
Brasília – O senador Sérgio Moro (PL-PR) criticou a atuação da Copel e alertou para falhas no fornecimento de energia no Paraná, destacando reclamações recorrentes da população e questionando reajustes nas tarifas.
Em pronunciamento no Senado Federal, o senador Sérgio Moro (PL-PR) fez um alerta sobre a situação do fornecimento de energia elétrica no estado do Paraná. Segundo o parlamentar, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) tem sido alvo de frequentes reclamações por parte da população, especialmente devido à falta de energia e à demora no restabelecimento do serviço.
Moro (PL-PR) destacou que, mesmo após a privatização da companhia, permanece a obrigação de garantir um serviço eficiente e de qualidade aos consumidores. Para ele, a expectativa com a mudança de gestão deveria ser a melhoria do atendimento, e não apenas o aumento de resultados financeiros.
“O que nós esperamos é um ganho de eficiência que resulte em maior qualidade do serviço prestado à população”, afirmou o senador.
Outro ponto levantado por Moro foi o aumento significativo nas tarifas de energia elétrica no estado. De acordo com dados apresentados em audiência pública realizada em Curitiba, os reajustes chegaram a cerca de:
Na avaliação do senador, esses aumentos não são compatíveis com o nível de investimento realizado pela empresa, o que levanta questionamentos sobre a política tarifária adotada.
O tema também foi discutido em audiência pública da Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado. Durante o encontro, foram analisados os impactos da prestação do serviço de energia elétrica para a população paranaense e a necessidade de maior eficiência operacional.
Moro reforçou a importância de acompanhamento rigoroso dos serviços prestados por concessionárias, destacando que a qualidade da energia elétrica é essencial para o desenvolvimento econômico e o bem-estar da população.
O senador defendeu maior atenção ao cumprimento das obrigações pelas concessionárias de energia, ressaltando que a prestação de serviços públicos deve priorizar o consumidor.
Ele também enfatizou que o debate não deve se limitar à natureza da empresa — pública ou privada —, mas sim à eficiência e à qualidade efetiva do serviço entregue à sociedade.