
O senador Izalci Lucas (PL-DF) - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
09/12/2025
Brasília – O senador Izalci Lucas (PL-DF) denunciou em Plenário um possível rombo superior a R$ 12 bilhões no Banco de Brasília (BRB), relacionando o caso às apurações da CPMI do INSS e defendendo investigação imediata sobre as operações financeiras que, segundo ele, afetam diretamente o patrimônio público do Distrito Federal.
Em pronunciamento realizado na última segunda-feira, 8, o senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que a situação financeira do Banco de Brasília exige esclarecimentos imediatos.
Segundo denúncias mencionadas pelo parlamentar, a aquisição de ativos do Banco Master teria resultado em prejuízo superior a R$ 12 bilhões, atingindo inclusive o patrimônio do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev), detentor de 16% das ações do BRB.
Izalci (PL-DF) defendeu que a Câmara Legislativa do DF instale uma CPI para apurar as operações suspeitas e afirmou ter protocolado pedidos de informação para obter detalhes das transações realizadas pelo banco.
“Ninguém pode fechar os olhos para o que aconteceu com o BRB. Nosso patrimônio não pode ser destruído por ninguém. Sempre fomos firmes contra a corrupção”, declarou.
O senador também apresentou um balanço da CPMI do INSS, destacando que o colegiado identificou a atuação de um esquema envolvendo associações, sindicatos, empresas e servidores públicos na autorização de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.
De acordo com Izalci (PL-DF) , mais de 40 entidades firmaram convênios irregulares com o INSS, possibilitando repasses sem controle adequado. Ele relatou que determinados grupos chegaram a criar dezenas de empresas com o objetivo de movimentar recursos provenientes das fraudes.
O parlamentar afirmou que a segunda fase da CPMI investigará irregularidades no empréstimo consignado e no seguro-defeso, que também apresentam indícios de distorções significativas.
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