
Em comissão Marina Silva cita números contraditórios e Rodolfo Nogueira (PL-MS) rebate ministra - Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa do Deputado
04/07/2025
Brasília – Durante reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados (CAPADR), que ocorreu na última terça-feira, 02, o presidente da Comissão deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) rebateu a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas no Brasil Marina Silva em relação aos números errados apresentados por ela.
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Degradação da Amazônia cresce 482% em 2025”,
rebateu Nogueira (PL-MS) após a ministra afirmar que os incêndios diminuíram durante o governo Lula.
Nogueira (PL-MS) continuou seu discurso criticando a fala de Marina quando a ministra disse que hoje a culpa do desmatamento é do clima.
“A culpa do desmatamento não é mais do Bolsonaro, a culpa hoje é de São Pedro”, rebateu o parlamentar.
Marina foi convocada para prestar esclarecimentos sobre sua postura em relação as queimadas, fiscalização ambiental, defensivos agrícolas e participação em mobilização indígena.
Sobre sua participação na mobilização indígena do movimento Terra Livre, Marina disse que apenas participou da mobilização por ser agente pública. Nogueira (PL-MS) rebateu lembrando que vendedor de algodão doce foi preso, condenado e julgado por ter apenas participado do suposto golpe de estado. O parlamentar usou essa analogia para indagar a ministra sobre ela também poder ser conduzida a julgamento por ter participado de movimento criminoso, que manifestava contra o estado.
A ministra também foi indagada pelo parlamentar sobre o IBAMA ter se tornado “uma indústria de multas”. Marina recuou novamente e disse que o ministério estava abandonado e, novamente, culpou Bolsonaro pela falta de efetividade do IBAMA durante sua gestão.
Para finalizar, Nogueira (PL-MS) deixou registrado que ficou insatisfeito com a presença da ministra, pois os esclarecimentos não foram feitos.
“Registrar a minha insatisfação quanto as respostas e a quantidade de narrativa políticas para pararem o desmatamento assombroso de 452% na Amazônia, os focos de queimada, no Pantanal. Em defesa do pantaneiro, sou do MS sou pantaneiro, o pantaneiro hoje tem uma importante função contra as queimadas e contra os incêndios. Ao contrário do que dizem, hoje o boi bombeiro, o boi pantaneiro é o boi bombeiro que come o pasto e tira a matéria orgânica que está aumentando os incêndios pelo Brasil”, explicou.
E por fim, o presidente da comissão apelou para que a ministra focasse nos incêndios do Pantanal. “Eles ocorrem no campo dos índios, eles vem da comunidade indígena que é dentro do Pantanal. Se queremos coibir os incêndios do Pantanal, temos que combater os focos e o foco não é do pantaneiro, o foco é das comunidades indígenas.
“O Ministério do Meio Ambiente tem que parar de perseguir o produtor rural, o produtor rural tem a função de alimentar o Brasil e o mundo. Não adianta confiscar gado, cortar curral, queimar curral, queimar maquinário. O produtor rural, esse coitadinho lá do Norte, não tem para onde ir e o confisco de gado não é de direito do Ministério do Meio Ambiente. Confiscam o gado e a gente não sabe para onde esse gado está indo. Que a senhora realmente tenha consciência em relação aos produtores do Norte, em relação aos produtores rurais pequenas grandes e médios”, apelou.
A reunião começou às 10h e seguiu até o fim da tarde, com duração de mais de sete horas.