
Jorge Kajuru e Romário (PL-GO) querem informações sobre a operação, que investiga fraudes no futebol em Goiás - Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
10/06/2024
Brasília – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas (CPIMJAE) ouvirá nesta terça-feira, 11, às 14h, dois integrantes do Ministério Público de Goiás (MP-GO) sobre denúncias de manipulação de resultados no futebol.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas (CPIMJAE) ouvirá nesta terça-feira, 11, às 14h, dois integrantes do Ministério Público de Goiás (MP-GO) sobre denúncias de manipulação de resultados no futebol. Os requerimentos foram apresentados pelos senadores Jorge Kajuru (PSB-GO), presidente da CPI, e Romário (PL-RJ), relator da CPI.
O procurador-geral do MP goiano, Cyro Terra Peres, falará como testemunha sobre as investigações de fraude em partidas de futebol no estado de Goiás, especialmente sobre a Operação Penalidade Máxima. Esta operação investiga um grupo acusado de oferecer dinheiro para jogadores de futebol receberem punições em campo, permitindo que os integrantes do esquema lucrassem em sites de apostas esportivas.
“Como representante do Ministério Público responsável pela investigação, ele detém informações importantes que podem vir a contribuir para o esclarecimento dos fatos”, explicou Kajuru.
A operação começou em novembro de 2022 com uma denúncia do presidente do Vila Nova Futebol Clube, Hugo Jorge Bravo, que também é policial militar. O time com sede em Goiânia teria descoberto a manipulação de resultados de três jogos da Série B do Campeonato Brasileiro para favorecer apostadores. Um então jogador do Vila Nova, Marcos Vinicius Alves Barreira, conhecido como Romário, teria sido ameaçado depois de não cumprir um acordo que lhe daria R$ 150 mil.
Em maio de 2023, o procurador Peres entregou vários documentos sobre a investigação à CPI das Apostas Esportivas na Câmara dos Deputados. Segundo o requerimento, ele afirmou que os presidentes dos clubes envolvidos foram vítimas e que não havia evidências da participação dos árbitros no esquema criminoso.
Kajuru acredita que um novo depoimento do procurador na CPI do Senado é fundamental para obter maiores informações sobre possíveis irregularidades cometidas por jogadores.
O outro depoente, o promotor Fernando Martins Cesconetto, foi convidado a pedido do senador Romário (PL-RJ) para falar sobre os desdobramentos da Operação Penalidade Máxima. Cesconetto é integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Goiás e foi um dos responsáveis pela operação. As investigações detalharam o modo de operação da quadrilha e ofereceram várias denúncias criminais à justiça.
Fonte: Senado Notícias